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09 de janeiro


Veja as fotos de 9 de janeiro

O Keren Hayesod

Quarta-feira, último dia do Maof! Depois de acordar com uma certa dificuldade por ter dormido tarde na véspera, tomamos o café-da-manhã no Beit Shmuel e saímos para mais um compromisso social: uma visita ao Keren Hayesod, o Fundo Comunitário, que é um dos patrocinadores da viagem. Estávamos um pouco chateados porque a viagem estava acabando e porque ainda tinha algumas coisas que não tivemos tempo de ver, como a Migdal David e Holyland. Mas a visita era importante e acabamos indo meio que a contra-gosto. Alguns ficaram no albergue dormindo até mais tarde.

O que parecia um compromisso chato acabou se tornando uma visita bem agradável. O Keren Hayesod fica localizado numa área central de Jerusalém, entre a Grande Sinagoga de Jerusalém e a Agência Judaica. No Keren Hayesod, fomos recebidos com alegria - e com um pequeno lanche - por brasileiros que fizeram alyah e que trabalham no Keren Hayesod.

Fomos encaminhados para uma sala com um telão, onde foi exibido um vídeo sobre o importante trabalho que o Keren Hayesod realiza para promover a alyah e toda a assistência que o Keren Hayesod fornece para aqueles que decidem seguir este caminho. Vimos como foram as operações para trazer os judeus russos e etíopes. No momento, o Keren Hayesod se esforça para trazer os judeus da Argentina. Apesar do crescente desemprego e da crise econômica em Israel, estas operações são importantes, porque ao contrário do que se imagina, não tira o emprego dos israelenses e faz a economia crescer.Voltar ao topo

De volta ao Beth Shmuel

Depois da visita ao Keren Hayesod, voltamos ao Beth Shmuel com uma sensação de dever cumprido. Ao chegar ao Beth Shmuel, seguimos para uma das salas do albergue para fazer um retrospecto da viagem: o que foi bom, o que não foi, o que poderia ter sido melhor. Críticas e sugestões para os próximos programas do Maof.

Almoçamos lá mesmo no Beth Shmuel e fomos para o Museu da Coexistência.Voltar ao topo

Museu da Coexistência

Quando estávamos chegando ao Museu da Coexistência, uma fraca neve começou a cair. Depois de uma rápida foto ao descer do ônibus, entramos no museu.

Museu da Coexistência é uma tradução pobre para o hebraico מוזיאון על התפר, que significa, literalmente, "museu sobre a costura". O museu recebe este nome porque está localizado sobre a antiga fronteira (antes da Guerra dos Seis Dias, em 1967) entre Jerusalém e a Jordânia e porque trata da união (a costura) entre os diferentes povos, raças e religões. Um pedaço do antigo muro que separava os dois países ainda se encontra no interior do museu, com uns dois palmos de espessura e aberturas de onde os soldados podiam atirar.

Embora ocupando um espaço pequeno, o museu conta com diversos recursos multimídia e tem uma linguagem moderna e objetiva, abordando temas desde a intolerância religiosa entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte, até os conflitos raciais e discriminação contra os negros. E, é claro, a intolerância palestina sobre o Estado de Israel.

Em outra parte do museu, um muro virtual, em um telão, pode ser rabiscado com palavras de protesto, utilizando o mouse do computador. É o espaço para deixar a sua mensagem, numa tentativa de que todos sejam ouvidos. Em outra sala, num tom de autocrítica, pode-se ouvir diversos trechos de sessões do Knesset, onde todos brigam e ninguém ouve o outro.

A visita terminou numa sala de reuniões do museu, decorada com retratos de pessoas de diferentes raças e religiões, onde Meirav fez as considerações finais do museu e da viagem, já que esta era a nossa última visita antes de ir embora. As considerações finais podem ser vistas (e ouvidas) aqui. Estávamos quase deixando a sala, quando alguém atentou para uma das fotos da parede: era idêntica ao Julinho!Voltar ao topo

Palestras no Binyanei Ha'ooma

Depois do Museu da Coexistência, alguns queriam ir mais uma vez ao kotel antes de ir embora, mas o tempo com neve nos impediu. Embora a neve não estivesse forte, o ônibus, para não passar no bairro árabe, nos deixaria, como sempre, no portão do bairro judaico mais longe do muro e teríamos que seguir a pé, o que não seria muito bom.

Seguimos, então, para o Binyanei Ha'ooma, o Centro de Convenções, o mesmo lugar onde tínhamos ido na véspera para o megaevento. Ao chegar no Binyanei Ha'ooma, vimos o lobby todo modificado em relação ao dia anterior. O imenso lobby, cheio de detectores de metais na véspera, agora tinha uma exposição de pessoas vestidas como personagens bíblicos para contar a história de Israel, como num túnel do tempo.

Atravessamos esta exposição e entramos em uma das salas onde assistimos duas palestras. Outras salas eram ocupadas por outros grupos do birthright (Rússia, Canadá,...) e diferentes palestras. Em uma das palestras que vimos, do Ministério das Relações Exteriores, foi apresentado o vídeo As Escolas do Ódio, mostrando como os palestinos fazem propaganda do ódio aos judeus e incentivam a matança indiscriminada através de atentados suicidas.

Ao fim destas palestras, seguimos para a Feira de Estudos, que estava sendo realizada no local. Stands das principais universidades de Israel: o Technion em Haifa, a Universidade de Tel-Aviv e a Universidade Hebraica de Jerusalém, entre outras.Voltar ao topo

Rumo a Tel-Aviv

Estávamos há apenas dez minutos na feira, quando somos chamados, às pressas, para irmos embora. A neve tinha aumentado e havia um receio grande de que a estrada para Tel-Aviv ficasse fechada com a neve que cairia durante a madrugada. Aquele era o último dia do programa e às cinco horas do dia seguinte, as pessoas que estavam voltando para o Brasil ou continuando a viagem pela Europa deveriam ir para o aeroporto.

O jeito foi voltar para o Beth Shmuel, fazer as malas rapidamente, e voltar para o ônibus para ir dormir em Tel-Aviv. É claro, que antes de voltar para o Beth Shmuel, houve uma sessão de fotos e guerrinha de neve no estacionamento do Centro de Convenções. Ao começar a descida da serra, a neve ainda caía, o que era uma experiência nova para quase todos ali: estar numa estrada escorregadia. A pedidos, então, Eli pegou o microfone e fez uma Tfilat Ha'derech, ao que todos responderam amém e a viagem transcorreu sem problemas.Voltar ao topo

Jantar em Tel-Aviv

Fizemos o check-in no Hotel Olympia. Depois de deixar as malas nos quartos, saímos do hotel e atravessamos um quarteirão até o Hotel Mercure de Tel-Aviv, sob um frio de 8ºC e chuva e vento. Lá foi servido o jantar.

Após o jantar, tivemos uma peulah no salão do Hotel Olympia, para falar sobre a viagem. No centro do círculo, dois sacos de bala: uma bala doce e outra azeda. Quem quisesse falar mal, deveria comer a bala azeda, mas quem quisesse falar sobre um ponto positivo da viagem, poderia pegar a bala doce. Cada um falou sobre os momentos especias da viagem e foi bastante emocionante, já em clima de despedida. Os madrichim, então, agradeceram os presentes recebidos na véspera e Marcelo leu um texto que ele escreveu. Cada um recebeu uma vela, para lembrar os momentos agradáveis da viagem e ser acesa quando batesse a saudade. A viagem tinha chegado ao fim.Voltar ao topo

A última balada

Ou quase. Algumas pessoas que acordariam de madrugada para ir ao aeroporto preferiram ficar no hotel, mas a maioria seguiu para a última balada e o último momento juntos. A festa foi na disco Ku, com presença do segundo grupo do Maof, que havia chegado uma semana antes, e dos grupos da Argentina e Uruguai.

A música misturava dance, ritmos argentinos e brasileiros e foi bastante animado. Voltamos para o hotel por volta de uma e meia da manhã.Voltar ao topo


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Na escadaria do Keren Hayesod.
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Julinho e Julinho no Museu da Coexistência.
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Neve no estacionamento do Centro de Convenções.
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A última balada.

Neste dia

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