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06 de janeiro


Veja as fotos de 6 de janeiro

Rumo a Eilat

Acordamos cedo e depois do café, saímos, apesar do frio em Jerusalém, de bermuda e camiseta. Em todo caso, levamos uns casacos na mochila. A meta era chegar em Eilat à noite. Esta viagem demora cerca de 5 horas, mas faríamos algumas paradas no caminho: o túmulo e a casa de Ben-Gurion em Sde Boker e, na parte radical do dia, o rapel em Mitzpeh Ramon.Voltar ao topo

O túmulo de Ben-Gurion

Depois de algum tempo de viagem, a paisagem arborizada e o clima de montanha de Jerusalém mudavam para o clima árido e para a paisagem vazia do deserto. No entanto, embora a temperatura tivesse subido, continuava um pouco frio (10ºC) e ventava muito. Quando saímos do ônibus, vimos que teríamos que vestir os casacos.

Nossa primeira parada foi no túmulo de Ben-Gurion no meio do Negev, em meio a uma paisagem de tirar o fôlego. O túmulo fica ao lado do Machon LeMoreshet Ben-Gurion (Ben-Gurion Heritage Institute). Depois de depositar uma pedrinha sobre a lápide do homem que fundou o Estado de Israel e que primeiro ocupou a posição de primeiro-ministro do novo Estado, nos reunimos para fotos com todo o grupo e seguimos viagem.Voltar ao topo

A casa de Ben-Gurion

Em pouco tempo, chegamos no Kibbutz Sde Boker, onde fica a casa em que Ben-Gurion viveu os últimos anos de sua vida. Só não nos demos conta de que havíamos esquecido de um pequeno detalhe: Sidney. Isso mesmo, uma das pessoas do grupo foi esquecida no túmulo de Ben-Gurion. Por sorte, ele estava com o cartão verde, o "green card" onde estão anotados os telefones dos madrichim. David, nosso motorista durante toda a viagem, voltou para buscá-lo.

Depois de uma rápida explicação sobre Ben-Gurion e dos risos com o episódio acontecido com o Sidney, entramos na pequena casa de Ben-Gurion. A visita foi como uma viagem no tempo: uma pequena casa toda mobiliada, com os eletrodomésticos que tornam a vida mais confortável, mas tudo dos anos 50, 60 talvez. Na biblioteca, uma grande coleção de livros chamava a atenção, não só pelo volume como pelas obras diversas das prateleiras.

Saímos da casa e almoçamos lá mesmo no kibbutz, antes de seguir viagem. No cardápio: schnitzel.Voltar ao topo

Rapel em Mitzpeh Ramon

Quando entramos no ônibus, ganhamos a letra da música birthright israel song composta pelo grupo Gaia especialmente para o TAGLIT. E seguimos a viagem ouvindo a música repetidas vezes.

Depois de mais algum tempo, chegamos à aventura do dia: um rapel num imenso desfiladeiro no meio do Negev, em Mitzpeh Ramon. A altura era enorme, embora iríamos descer apenas (!) 23 metros. A paisagem era magnífica e um vento forte zumbia o tempo todo.

Depois das instruções e normas de segurança, formamos uma longa fila para descer, apenas dois de cada vez. Vestimos os equipamentos, prendemos a corda, nos apoiamos na beira da montanha e, aos poucos, começamos a descer. Mordok auxiliava a chegada de todos lá embaixo.

A grande altura do canyon era assustadora, embora a descida não fosse tão grande. Num dado momento, a inclinação da parede começa a ficar negativa e nos descolamos do muro. Nesse ponto, a corda começou a rodar e me deixou de costas para o muro, mas de frente para a impressionante paisagem. E pude desfrutar neste momento de uma estranha sensação de euforia e medo. Foi ótimo!

Depois da descida, subimos pela encosta, usando uma trilha e algumas falhas do paredão. Em seguida, nos reunimos no café ao lado do canyon para um delicioso chocolate quente. O tempo ainda estava um pouco frio e continuava a ventar.Voltar ao topo

Seguindo viagem

Depois do rapel, seguimos viagem em direção a Eilat. O rapel tinha sido demorado devido ao grande grupo. Por isso, não tardou mais do que uma hora para começar a escurecer. Antes de chegar a Eilat, fizemos ainda uma parada na beira da estrada nos arredores do Kibbutz Yotvata, um dos maiores produtores de leite em Israel, onde funciona a fábrica da Yotvata. A loja ao lado do posto de gasolina tinha diversos produtos derivados de leite. Todos muito bons.Voltar ao topo

Veja as fotos de 6 de janeiro (continuação)

Eilat

Já era noite quando chegamos a Eilat. Chegamos em meio a um grande escândalo: uns dois dias antes, em uma fantástica operação, o Exército e a Força Aérea Israelense conseguiram deter um navio com um imenso contrabando de armas para a Autoridade Palestina. Suspeita-se, ainda hoje, que o próprio Arafat esteja ligado a este contrabando ou, ao menos, feito com a sua conivência.

Apesar do clima tenso, Eilat é considerada uma cidade segura e poderíamos, pela primeira vez, ter tempo livre e dar uma volta por conta própria.

Fomos recebidos no Hotel Mirage Mercure Eilat (a mesma cadeia do hotel de Jerusalém) com um suco de laranja. Depois da divisão dos quartos, descemos para o jantar no restaurante do hotel e saímos para passear pela cidade. Seguimos para o shopping, onde, depois de passar pela bitachon, pudemos fazer umas comprinhas. Não muito demorado, contudo, porque o shopping já estava prestes a fechar. Mesmo assim, deu tempo para gastar mais alguns shekalim. Eilat é um porto livre e todos os produtos são isentos de impostos, o que fazia com que os produtos ficassem muito mais baratos. Os produtos Ahava, por exemplo, eram mais baratos do que no Mar Morto, onde são produzidos.

Depois que o shopping fechou, passeamos pela praia na zona hoteleira. O Hilton Queen of Shebba se destacava pela imponência. Demos mais umas voltas pelos cafés da área hoteleira e pelas lojinhas de souvenirs. Em uma delas, me interessei por uma Hanukyah. "Quanto custa?", perguntei. A resposta que ouvi foi: "Muito cara." Depois, voltamos para o hotel. Um ponto impressionou durante o passeio pela zona hoteleira: as ruas vazias. É verdade que era inverno, mas o turismo, de fato, foi abalado pelos covardes atentados terroristas.Voltar ao topo


Jerusalém Eilat >
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Na casa de Ben-Gurion em Sde Boker.
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Rapel em Mitzpeh Ramon.
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O Hotel Hilton Queen of Shebba em Eilat.

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