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05 de janeiro


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Caminhada até o Museu Israel

Sábado: dia de caminhada. Já que não podemos usar o ônibus aos sábados, depois do café-da-manhã, saímos do Hotel Mercure, onde estávamos hospedados, ao lado da nova Tachanat Mercazit de Jerusalém e caminhamos em direção ao Museu Israel. Era uma longa caminhada, mas menor do que a feita no sábado anterior em Tel-Aviv para chegar a Yafo.

Saímos do hotel, e passamos na frente da Tachanat Mercazit e do Binyaney Ha'ooma, o moderno e grande centro de convenções de Jerusalém. E continuamos caminhando ao redor de um parque, onde umas pessoas jogavam futebol. Depois de mais algum tempo, passamos em frente ao Knesset e enfim chegamos ao museu.Voltar ao topo

O Museu Israel

O Museu Israel ocupa, ao lado do Knesset e da Suprema Corte, uma colina no centro de Jerusalém. O Museu abriga o Santuário do Livro, onde ficam guardados os famosos Pergaminhos do Mar Morto e possui diversas outras exposições, entre elas: arte judaica, arqueologia, arte contemporânea e o jardim de esculturas.

Ao chegar ao museu, uma dupla de violinistas se apresentava na entrada e se animou ao ver um grupo grande entrando de uma só vez no museu. Após fazer a bitachon, seguimos para o Eichal HaSefer (Santuário do Livro), a atração mais importante do museu.

A cúpula tem o formato da tampa do vaso onde os pergaminhos foram encontrados. Um túnel, com diversos objetos arqueológicos ao longo do caminho, dava acesso ao interior da cúpula. Na sala redonda, uma repordução contínua dos pergaminhos fica exposta na parte central da sala. Ao redor da sala, alguns pedaços dos pergaminhos originais ficam expostos em painéis com luminosidade e umidade controladas. Estes pedaços são periodicamente trocados por outros com o intuito de preservar estes documentos tão frágeis.

Os Pergaminhos do Mar Morto foram escritos por volta do século III a.C., segundo os testes de carbono-14. Acreditava-se que eles poderiam fazer referência a Jesus e seus apóstolos, mas o recém-concluído estudo dos pergaminhos demonstraram que não. Os pergaminhos são escritos em hebraico, na sua maioria, mas também há trechos em aramaico e grego.

Além dos Pergaminhos do Mar Morto, outros importantes documentos ficam expostos no interior da cúpula. O Código de Alepo é o mais antigo manuscrito hebraico compreendendo o texto completo da bíblia. Escrito na Palestina no início do século X, o documento foi mais tarde transferido para o Egito e, posteriormente, para Alepo, na Síria, onde a comunidade judaica local guardou o documento com zelo por mais de seiscentos anos. O Código de Alepo foi provavelmente o manuscrito usado por Maimônides quando ele estabeleceu as regras de escrita da Torah.

Depois desta visita, tínhamos tempo livre para passear por conta própria nas outras áreas do museu. Visitamos, então, o jardim das esculturas, com obras de importantes artistas como Picasso e esculturas magníficas como a escultura da Ahava (amor). Em seguida, fomos à exposição de arqueologia, que conta com alguns dos objetos mais importantes achados nos extensos trabalhos arqueológicos realizados por todo o país, objetos de vários períodos históricos.

Mais interessante ainda é a exposição judaica. Uma grande coleção de objetos judaicos provenientes de todo o mundo: kearot de Pessach, roupas para os rolos da Torah, yad para Torah, Meguilot Esther... Interessante notar como estes objetos variavam de um lugar para outro e de um tempo para outro, e ainda assim, preservavam a sua identidade atráves do tempo e espaço. Além dos objetos judaicos, o museu reconstruiu duas sinagogas. Antes do fechamento de uma sinagoga na Índia e de outra no norte da Itália, o Museu Israel desmontou as duas sinagogas e trouxe as peças para serem novamente montadas no interior do museu.

A exposição de arte possui um rico acervo, com quadros de Rembrandt, Pissaro, Bouguereau e outros. Alguns quadros podem ser vistos no site do museu.Voltar ao topo

Almoço e peulah no albergue

Do Museu Israel, seguimos a pé para o Albergue Yitzhak Rabin, que fica ao lado do museu. Almoçamos a comida de shabat feita na véspera e depois do almoço, ocupamos uma das salas deste albergue para fazer uma peulah. O albergue possui várias salas de aula, centro de computadores, salas com recursos audiovisuais, etc.

Nesta sala fomos divididos em grupos por sorteio e, em seguida, ganhamos um texto falando sobre o último judeu em 2025 quando todos os outros já haviam se assimilado. Discutimos sobre as causas e conseqüências da assimilação e como detê-la. E a discussão foi inflamada e calorosa. E perdurou pelo resto da tarde.Voltar ao topo

Havdalah no lobby do hotel

Após a discussão no albergue e do término do shabat, o ônibus nos trouxe de volta ao hotel. Depois de um rápido descanso, descemos para o lobby do hotel, onde o Eli celebrou uma rápida cerimônia de havdalá e seguimos para o jantar no restaurante do hotel. Após o jantar, iríamos encontrar os grupos da Argentina e Uruguai no Machon Grinberg.Voltar ao topo

Machon Grinberg

Este centro para estudantes já é famoso. Todos mundo que vai em um dos programas em Israel passa pelo Machon: Nachat, Tapuz, Shnat... O Maof ficou hospedado em hotel, mas visitamos o machon, à noite, num evento sobre os diferentes programas que se pode fazer em Israel ou para Israel. Fomos divididos em grupos e passeamos pelas diversas salas do Machon, onde, em cada uma, um palestrante diferente dava todas as informações sobre um determinado programa. É possível viajar para estudar em Israel (ulpan ou estudos universitários), servir como voluntário na Maguen David Adom, fazer a marvah (uma gadnah de dois meses) ou participar da hagshama. Maiores informações podem ser obtidas na Agência Judaica ou na CEPI (Central de Programas em Israel) ou no site da Organização Sionista Mundial.

As pessoas escaladas pela Agência Judaica para passarem estas informações eram brasileiros ou falavam espanhol. Encontramos, então, por acaso, alguns conhecidos. Saímos do machon não muito tarde porque no dia seguinte faríamos uma longa viagem rumo a Eilat.Voltar ao topo


Jerusalém Sde Boker, Mitzpeh Ramon e Eilat >
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A nova Tachanat Mercazit de Jerusalém e o Fusca amarelo.
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O Santuário do Livro no Museu Israel e o Knesset ao fundo.
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Os pergaminhos do Mar Morto.

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