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02 de janeiro


Veja as fotos de 2 de janeiro

Zichron Yaakov

Na quarta-feira, levantamos cedo porque teríamos uma longa viagem. Sairíamos do Norte em direção ao centro do país. No ônibus, os madrichim organizaram um jogo, onde tínhamos que sortear alguém. Deveríamos matar esta pessoa com um beijo. O jogo rolou pelo resto do dia, mas foi um pouco confuso.

Depois de uma ou duas horas de viagem, fizemos nossa primeira parada em Zichron Yaakov. Esta agradável cidade, ainda no norte de Israel, perto de Netanya e Cesarea, tem bonitos parques e é bem arborizada. Na cidade fica a propriedade do Baron de Rothschild, o maior filantropo de Israel. Visitamos o imenso jardim de sua propriedade, muito bem cuidado, com várias árvores e um jardim de rosas.

A propriedade também guarda a cripta do Barão e sua esposa. A imensa cripta é imponente por fora, com um lago cheio de peixes na volta do pátio interno. A passagem que leva ao interior da cripta possui buracos no teto para entrada da luz natural. Estes buracos, quando olhados em perspectiva, têm a forma de um coração. Apesar de toda a imponência externa, o interior da cripta é muito simples: uma sala escura com as lápides do Barão e da Baronesa.Voltar ao topo

On the road again

Saímos de Zirchon Yaakov para uma longa viagem de ônibus. Nosso destino era as tendas beduínas no deserto de Yehudah. Felizmente, nossas viagens eram animadas por nossos guias Gobinha e Eli, pelas piadas de papagaio do Stanger e música. Do rádio, do CD ou cantada no microfone. Em especial, Ein Li Kessef, cantada pelo Eli.

E assim seguiu nossa viagem. Estrada, estrada, Ein Li Kessef, música, estrada, Ein Li Kessef, Ein Li Kessef, piadas de papagaio. Num dado momento, nosso guia extra-oficial Gobinha anuncia no microfone do ônibus para todos olharem os caças israelenses voando no céu. Quem foi rápido conseguiu ver uma das maravilhas da tecnologia, quem não foi, perdeu. E enfim paramos num parque do KKL para fazer um picnic.Voltar ao topo

O picnic no parque do KKL

Estávamos numa região longe (para padrões israelenses) de qualquer cidade, mas cheia de árvores. Inúmeros parques, cada um com milhares de árvores plantadas. As árvores tinham sido claramente plantadas porque todas tinham um alinhamento perfeito e pudemos então perceber o maravilhoso trabalho que o Keren Kayemet LeIsrael desenvolve ao redor do mundo para plantar árvores em Israel.

O parque contava com mesas de picnic mas com banheiros que não passavam de latrinas. Mas também, todo o dinheiro foi gasto com árvores!... Escolhemos nossos lugares e pegamos cada um nosso almoço: um sanduíche de atum, um de schnitzel e uma lata de Coca-Cola e chocolates de sobremesa. Depois do almoço, era hora de seguir viagem. No caminho, fizemos uma rápida parada em Arad, uma cidade feia, sem nenhum atrativo, para deixar uma das pessoas do grupo no médico. Ele nos reencontraria mais tarde nas tendas beduínas.Voltar ao topo

Veja as fotos de 2 de janeiro (continuação)

Passeando de camelo

Nas imediações do parque a paisagem ainda era bem arborizada, passamos por parques e mais parques, mas a paisagem ia ficando mais vazia à medida em que íamos nos aproximando do deserto. Até o ponto em que estávamos em uma estrada no meio do nada. Do lado esquerdo: areia. Do lado direito: mais areia. A frente: uma estrada interminável... Mas a estrada interminável terminou e chegamos num oásis no meio do deserto e mais nada em volta. Na frente do oásis, um grupo de beduínos nos esperava no meio de uma cáfila e mais alguns burrinhos.

O grupo foi dividido em dois: uma parte ficou com os camelos e a outra ficou com os burrinhos. Nos afastamos do oásis debaixo de um sol ofuscante mas não muito quente, já que era inverno. O clima seco do deserto já começava a ser sentido. Depois de algum tempo, o grupo trocou de posição. Os que estavam nos camelos passaram para os burrinhos e vice-versa. Seguimos o caminho de volta ao oásis. Já estava próximo das quatro da tarde e o Sol já estava baixando.Voltar ao topo

Nas tendas beduínas

Quando chegamos ao oásis, seguimos para as tendas beduínas, onde passaríamos a noite. Primeiro, seguimos para a tenda principal da aldeia, onde presenciamos o ritual de preparação do café e tomamos um copo de chá. O Sol já estava abaixo das montanhas e o tempo começava a esfriar com a brisa do deserto.

Um beduíno nos explicou os costumes do seu povo e depois tocou o alaúde para Michelle e Meirav dançarem. Acabado este ritual, seguimos para a tenda onde durmiríamos para deixar nossas malas. A tenda tinha uma resistente cobertura que protegia bem contra o vento. O interior era forrado por tapetes (persas? não...) e colchonetes e sacos de dormir empilhados nos cantos. O centro da tenda estava arrumado para o jantar que seria servido em algumas horas ali.

O oásis era grande, com várias outras tendas onde outros grupos do birthright também iriam dormir. Depois de dar uma volta pelo oásis, retornamos à tenda para o jantar, que foi bem parecido com o almoço da aldeia druza. Muito bom.

À noite, rodamos pelas tendas do oásis. Alguns foram para a tenda principal fumar a narguila. Outros preferiram visitar as tendas onde estava o grupo da Rússia ou a tenda do grupo canadense. Ficamos conversando grande parte da noite.

O deserto, à noite é um lugar fora do comum. Embora tão traiçoeiro à noite quanto de dia, o deserto é um lugar de extremos. De dia, um sol forte. À noite, uma leve brisa, a temperatura fria, o clima seco, o céu estrelado e um silêncio perturbador. Voltamos para as tendas para dormir e nos acomodamos nos confortáveis colchonetes. No dia seguinte, levantaríamos às quatro e meia da madrugada para subir Massada ainda durante a noite e ver o sol nascer de lá de cima.

Mas o deserto é traiçoeiro e, às vezes, nos prega surpresas. A noite teve ventos fortes que não paravam de bater na tenda, fazendo um grande barulho. Quando acordamos, vimos que estava... chovendo! Chove apenas um dia por ano no deserto, justamente no dia em que estivemos lá. É verdade que não era uma tempestade, mas foi suficiente para nos prender na tenda por mais tempo e esperar mais uma hora e meia antes de sair para Massada.Voltar ao topo


Tzfat, Hamat-Gader e Tveriah Massada, Mar Morto e Jerusalém >
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Jardim de rosas em Zichron Yaakov.
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Camelo se levantando com o Sidão.
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Michelle e Meirav dançando ao som do alaúde.
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Gutman e Stanger dormindo nas tendas beduínas.

Neste dia

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